sábado, 19 de maio de 2012

Ovos de Serpente: Polly Rosa e Peterson Pessoa - quinta 24.05 19h

Ovos de Serpente

 

19h00

“A fotomontagem dada de Berlim”

Polly Rosa
PPG Artes Visuais - ECA-USP

 
Na Berlim convulsionada dos anos 1918-20, dadaístas como George Grosz (1893-1959) e John Heartfield (1891-1968) transcenderam o niilismo direcionado à arte e à sociedade burguesa, próprio do dada de Zurique e Paris: partiram para a ação política, em sintonia com a Liga Spartakus e movimentos dos trabalhadores.

Richard Huelsenbeck (1892-1974), protagonista do dada de Zurique, chegou à cidade em 1917, quando Grosz e Heartfield já haviam iniciado experiências com montagens. De fato, a sátira e a fúria contra aquela sociedade alemã apareciam desde 1915 em desenhos de Grosz, e em revistas e livros provocativos (1917) contra o militarismo, a guerra e os grupos que os apoiavam e ao Reich.

Sob o impacto da Revolução Bolchevique (1917) e nos instantes que antecederam a Revolução de Novembro alemã (1918) e o fim da guerra, foi criado o Club Dada Berlim. A anti-arte dada queria ser um ataque à arte dita “autônoma” - sacralizada, ausente da vida cotidiana, burguesa, contrapondo-lhe a realidade e sua falta de sentido. Com os primeiros movimentos da revolução alemã e a instalação da República de Weimar, parte dos dadaístas berlinenses tomaram o partido da esquerda espartaquista, e a (anti-)arte passou a fundar-se cada vez mais na política. Era o momento em que formavam-se as milícias de ultra-direita, cujos integrantes assassinaram Rosa Luxemburg e Karl Liebeknecht, em janeiro de 1919.

A descoberta da técnica da fotomontagem – ou sua invenção – , foi motivo de querela que pouco interessa. Relevante é que todos concordassem com sua função: ao partir de fragmentos de imagens, ela permitia novas possibilidades de re-significação e questionamento da realidade e sua representação. A fotomontagem parece ter sido a resposta visual à necessidade de subverter a arte “tradicional” – utilizando-se de fragmentos de publicações de massa, de “composições” caóticas, satíricas; e de expor os escombros a que foram reduzidos cidades, corpos, relações sociais, existências, pelas experiências recentes.

Se, por um lado, a fotomontagem foi domesticada e incorporada, como imagem da vivência moderna, à indústria cultural e à propaganda empresarial, até mesmo à nazista, por outro, a experiência radical dada permitiu a John Heartfield desenvolver suas fotomontagens da história contemporânea, a partir de 1924.


20h10

“NEP a contrapelo: revisitando o Clube dos Trabalhadores de Rodchenko”

Peterson Pessoa
PPG Artes Visuais - ECA-USP

A NEP, no limiar de sua implementação (entre 1920-1921), se constituiu como uma alavanca para a reconstrução da economia nacional soviética. Entretanto, ela também proporcionou, já nos primeiros anos após a revolução, a irrupção de tendências capitalistas que se manifestaram no plano social. Por isso, a NEP não significou o fim da luta de classes no país, mas sua continuação sob novas formas.

A difusão da ciência e da técnica gerada pelo capitalismo, segundo a perspectiva de Lênin, constituía um elemento imprescindível para o estabelecimento de uma base de produção, que pudesse abrir terreno para a transição socialista. Nesse sentido, fazia-se necessário adaptar tais formas de produção ao contexto soviético, aproveitando seus aspectos mais progressistas. Os organizadores do processo produtivo, os especialistas no conhecimento, eram de origem burguesa e apenas eles poderiam, no contexto da implementação da NEP, realizar o projeto de reorganização do trabalho.

Na contramão de tal tendência, a vanguarda construtivista procurou desenvolver uma práxis artística capaz de estabelecer uma nova relação entre o campo artístico, a experiência do dia a dia do trabalhador e as relações sócio-políticas que permeavam tal cotidianidade. O artista revolucionário deveria se tornar um agente transformador das práticas coletivas do setor produtivo, incumbido de reconfigurar os meios de produção, a fim de criar novos objetos dissociados dos modelos de produção capitalistas.

O Clube Dos Trabalhadores (1924), de Rodchenko, foi um projeto de construção funcional, elaborado para a Éxposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes (realizada em Paris em 1925) e talvez tenha sido uma das experiências mais bem sucedidas da metodologia construtivista. De acordo com a perspectiva da historiadora Christina Kiaer, o clube de Rodchenko foi um exemplo da maneira como o construtivismo “imaginou uma forma de modernidade, que abraçou a tecnologia e a eficiência dos sistemas de regulamentação da vida urbana [...] sem conceber a forma-mercadoria, que manchara a transparência [dos objetos tecnológicos e funcionais] com as associações e as fantasias eróticas intermináveis da moda [e da subjetividade consumista, própria do capitalismo]”.

24.Maio. 2012 – quinta-feira – 19h – Sala de Reuniões da Casa de Cultura Japonesa
Av. Prof. Lineu Prestes, 159, Cid. Universitária USP

sábado, 12 de maio de 2012

SESSÃO ESPECIAL: Anselm Jappe, "Fin de la révolution et fin de la fin de l'art?". seg 21.05 19h30



Anselm Jappe
"Fin de la révolution et fin de la fin de l'art?"


Para as vanguardas artísticas e os artistas modernistas de ponta - dos futuristas à Mondrian, dos dadaístas ao suprematistas, dos surrealistas à Bauhaus - tratava-se de mudar o mundo mediante a mudança da arte ou a sua abolição enquanto tal. Os situacionistas levaram tal projeto ao seu ponto culminante: a superação da arte. Outros, como Theodor Adorno, defenderam a arte como o único refúgio do "inteiramente outro" diante da impossibilidade de uma revolução efetiva. Todos eles se posicionaram na perspectiva do "progresso".  O que resta hoje do "fim da arte", após o fim da crença no progresso? É possível se ler de uma maneira diferente a oposição entre Guy Debord e Adorno? Alcançar uma outra "justificação" da arte?

Obs.: A conferência contará com tradução consecutiva para o português. O debate será inteiramente em português.


21 de maio (segunda-feira) às 19h30 na sala 8 - da FFLCH
(Conjunto C. Sociais-Filosofia - USP)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Gabriela Bitencourt e Jorge de Almeida quinta 26.04.2012 Ovos de Serpente





Ovos de Serpente

Relendo Berlim Alexanderplatz
Gabriela Bitencourt
PPG Teoria Literária e Literatura Comparada / FFLCH-USP


Esta comunicação terá por objetivo, partindo das críticas de primeira hora, realizadas por Brecht, Sternberg e Benjamin, discutir as questões levantadas pela centralidade narrativa do lúmpen Biberkopf em meio a um momento histórico de definição e disputa de grupos políticos, enfatizando a relação entre o eixo temático e a estrutura formal do romance.


Novembro de 1918 por Döblin
Jorge de Almeida
Professor de Teoria Literária e Literatura Comparada / FFLCH-USP



O escritor alemão Alfred Döblin, cuja obra mais conhecida é Berlin Alexanderplatz, esteve sempre atento às questões cruciais da política de seu tempo. Com a vitória dos nazistas e o fim da República de Weimar, em 1933, Döblin parte para o exílio na França, onde escreve, de 1937 a 1943, os romances da tetralogia “November 1918”, uma importante reflexão literária sobre o destino trágico da esquerda alemã, após o fracasso da Revolução de Novembro. Os quatro apresentam um detalhado panorama da época, seguindo os personagens principais (históricos e fictícios) em meio aos acontecimentos decisivos da derrota alemã na Primeira Guerra, da queda da monarquia, do fracasso da revolução e da constituição de uma frágil república, que já continha em germe os elementos do fascismo futuro. Por que a revolução não deu certo? O que teria sido da Europa e do mundo se a revolução comunista tivesse conquistado a Alemanha em 1918? O nazismo teria sido evitado? São questões fundamentais, que esses romances ajudam a pensar.


26.Abril. 2012 - quinta-feira - 19h - Sala de Reuniões da Casa de Cultura Japonesa
Av. Prof. Lineu Prestes, 159, Cid. Universitária USP


As atividades dos seminários Desformas foram suspensas com a invasão do campus pela Polícia Militar, em 8 novembro de 2011.

As sessões dos dias 04 e 11 de novembro foram remarcadas para 26 de abril e 24 de maio, respectivamente, quintas, a partir das 19h, na Sala de Reuniões da Casa de Cultura Japonesa (av. prof. Lineu Prestes, 159, Cid. Universitária USP). Confira a programação completa aqui (em construção).

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MANIFESTO PROFESSORES FAU/USP
"Contra a ocupação militar do campus da USP"



Os professores da FAU/USP abaixo assinados manifestam repúdio ao Ato
de Violência Extrema praticado contra a Universidade por iniciativa da
autoridade reitoral.
Dentre os valores que a Universidade preserva, o maior de todos é o
diálogo. Nos sentimos neste momento emudecidos pela violência e
exigimos o restabelecimento imediato do diálogo em todas as instâncias
universitárias.

São Paulo, 8 de novembro de 2011


As assinaturas podem ser feitas pelo site : http://www.ipetitions.com/petition/usp/

As primeiras assinaturas são de:

Francisco de Oliveira (DS-FFLCH)

Ruy Braga (DS-FFLCH)

Rodrigo Ricupero (DH-FFLCH)

Henrique Carneiro (DH-FFLCH)

Maria das Graças de Souza (DF-FFLCH)

Antonio Flávio Pierucci (DS-FFLCH)

Luís César Oliva (DF-FFLCH)

Sean Purdy (DH-FFLCH)

Alvaro Bianchi (IFCH-Unicamp)



Nota pública de pesquisadores da Universidade de São Paulo sobre a crise da USP
Nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo auto-organizados, viemos por meio desta nota divulgar o nosso posicionamento frente à recente crise da USP.
No dia 08 de novembro de 2011, vários grupamentos da polícia militar realizaram uma incursão violenta na Universidade de São Paulo, atendendo ao pedido de reintegração de posse requisitado pela reitoria e deferido pela Justiça. Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi sitiada com o uso de gás lacrimogênio e um enorme aparato policial. Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos decisivos da operação. Por fim, 73 estudantes foram presos, colocados nos ônibus da polícia, e encaminhados para o 91º DP, onde permaneceram retidos nos veículos, em condições precárias, por várias horas.
Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972.
Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada.
Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o Governo do Estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para tanto, vale-se da polícia militar, ela própria uma instituição incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros.
Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo, alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a polícia militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na Universidade e na sociedade como um todo.

As assinaturas devem ser encaminhadas para Maria Carlotto no email mariacarlotto@yahoo.com.br, no modelo das assinaturas abaixo.

Fábio Luis Ferreira Nóbrega Franco – Mestrando da Filosofia-USP
Henrique Pereira Monteiro – Doutorando em Filosofia-USP
Silvia Viana Rodrigues - Doutora em Sociologia-USP
Fernanda Elias Zaccarelli Salgueiro – Graduanda Filosofia-USP
Georgia Christ Sarris – Doutoranda Filosofia-USP
Gilberto Tedeia – Doutor em Filosofia-USP
Anderson Gonçalves Santos – Doutor em Filosofia-USP
Bianca Barbosa Chizzolini – Mestranda em Antropologia-USP
Maria Caramez Carlotto – Doutoranda em Sociologia-USP
Eduardo Altheman Camargo Santos – Mestrando em Sociologia-USP
Daniel Santos Garroux – Mestrando em Letras-USP
Nicolau Bruno de Almeida Leonel – Doutorando em Cinema-USP
Tatiana de Amorim Maranhão – Doutora em Sociologia-USP
Ana Paula SAlviatti Bonuccelli – Mestranda em História – USP
Anderson Aparecido Lima da Silva – Mestrando em Filosofia – USP
José Calixto Kahil Cohn – Mestrando em Filosofia – USP
Antonio Fernando Longo Vidal Filho – Mestrando em Filosofia –USP
Philippe Freitas – Mestrando em Música – UNESP
Bruna Della Torre de Carvalho Lima – Mestranda em Antropologia – USP
Lucas Amaral de Oliveira – Programa de Pós Graduação em Sociologia – USP
Bruna Nunes da Costa Triana – Programa de Pós-Graduação em Antropologia – USP
José César de Magalhãs Jr. – Doutorando em Sociologia – USP
Eduardo Orsilini Fernandes – Mestrando em Filosofia USP
Ricardo Crissiuma – mestre em Filosofia USP
Weslei Estradiote Rodrigues – Mestrando em Antropologia – USP
Bruno de Carvalho Rodrigues de Freitas – Graduando em Filosofia – USP
Camila Gui Rosatti – Graduando em Ciências Sociais – USP
Martha GAbrielly Coletto Costa – mestranda em Filosofia
Rafael Garganp – Mestrando em Filosofia – USP
Antonio David – Mestrando em Filosofia – USP
Pedro Alonso Amaral Falcão – Mestrando em Filosofia
Camila Rocha - Mestranda em Ciência Política - USP
André Kaysel - Doutorando em Ciência Política – USP
Michele Escoura - Mestranda em Antropologia -USP
Vladimir Puzone -Doutorando em Sociologia-USP
Arthur Vergueiro Vonk - Mestrando em Letras – USP
Renata Cabral Bernabé - Mestranda em História Social – USP
Raquel Correa Simões - Graduanda em Filosofia – USP
Danilo Buscatto Medeiros – Mestrando em Ciência Política-USP
Ana Flávia Pulsini Louzada Bádue – Mestranda em Antropologia-USP
Anouch Kurkdjian – Mestranda em Sociologia-USP
Léa Tosold - Doutoranda em Ciência Política-USP
Christy Ganzert Pato - Doutor em Filosofia – USP
José Agnello Alves Dias de Andrade - Mestrando em Antropologia – USP
Nicolau Dela Bandera - doutorando em Antropologia USP
Mauro Dela Bandera Arco Júnior – mestrando em Filosofia USP

Adiamento da sessão de 11 de novembro de 2011

COMUNICADO URGENTE



Adiamento da sessão de 11 de novembro de 2011




Em razão da greve estudantil, a sessão programada para o dia 11/11/2011, que contaria com as comunicações de Polly Rosa e Alvaro Bianchi foi adiada para data a ser definida em breve. O mesmo acontecendo com a apresentação do professor Jorge de Almeida, que por conta de um mal estar nao pôde fazer sua comunicação, inicialmente prevista para o dia 08 de Novembro.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Ovos de Serpente

4.Novembro. 2011 - 14:30 - Sala de Reuniões da Casa de Cultura Japonesa
Av. Prof. Lineu Prestes, 159, Cid. Universitária USP






Relendo Berlim Alexanderplatz


Gabriela Bitencourt
PPG Teoria Literária e Literatura Comparada / FFLCH-USP


Esta comunicação terá por objetivo, partindo das críticas de primeira hora, realizadas por Brecht, Sternberg e Benjamin, discutir as questões levantadas pela centralidade narrativa do lúmpen Biberkopf em meio a um momento histórico de definição e disputa de grupos políticos, enfatizando a relação entre o eixo temático e a estrutura formal do romance.


Novembro de 1918 por Döblin

Jorge de Almeida
Professor de Teoria Literária e Literatura Comparada / FFLCH-USP



O escritor alemão Alfred Döblin, cuja obra mais conhecida é Berlin Alexanderplatz, esteve sempre atento às questões cruciais da política de seu tempo. Com a vitória dos nazistas e o fim da República de Weimar, em 1933, Döblin parte para o exílio na França, onde escreve, de 1937 a 1943, os romances da tetralogia “November 1918”, uma importante reflexão literária sobre o destino trágico da esquerda alemã, após o fracasso da Revolução de Novembro. Os quatro apresentam um detalhado panorama da época, seguindo os personagens principais (históricos e fictícios) em meio aos acontecimentos decisivos da derrota alemã na Primeira Guerra, da queda da monarquia, do fracasso da revolução e da constituição de uma frágil república, que já continha em germe os elementos do fascismo futuro. Por que a revolução não deu certo? O que teria sido da Europa e do mundo se a revolução comunista tivesse conquistado a Alemanha em 1918? O nazismo teria sido evitado? São questões fundamentais, que esses romances ajudam a pensar.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

COMUNICADO URGENTE

Adiamento da sessão de 21 de outubro de 2011

A sessão programada para o dia 21/10/2011, que contaria com as comunicações de Peterson Pessoa, Gabriela Bitencourt e Jorge de Almeida foi adiada. Peterson Pessoa apresentará sua comunicação "NEP a contrapelo: revisitando o clube dos trabalhadores de Rodchenko" no dia 18/11. Já as apresentações de Gabriela Dumont "A república de Weimar e a representação do lupemproletariado em Berlin Alexanderplatz" e de Jorge de Almeida "Novembro de 1918: romance e revolução em Alfred Döblin" ocorrerão no dia 04/11/2011.


As sessões dos seminários terão in
ício às 14h30 na sala de reuniões da Casa de Cultura Japonesa, Av Prof.° Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária.


DESFORMAS

Centro de Estudos Desmanche e Formação de Sistemas Simbólicos

Cultura do Desmanche

14.Outubro. 2011 - 14:30 - Sala de Reuniões da Casa de Cultura Japonesa
Av. Prof. Lineu Prestes, 159, Cid. Universitária USP


14:30 - Da autonomia à Especialização da Arte: paralelos entre anos 50 e 70 no Brasil

Thais Assunção Santos

PPG História Social/ FFLCH-USP


[A] fala deverá explorar os seguintes tópicos: a afirmação da autonomia da arte pela autonomia da linguagem; distâncias com relação à política; a consolidação do campo como “profissional”. Interessa sobretudo pensar o quanto leituras as críticas que enfatizam a linguagem constroem um conceito de arte que oblitera suas relações com sociedade e a história, às vezes reforçando a neutralidade e o isolamento como natureza implícita à atividade artística...

15h30 - O Museu Hélio Oiticica

Gustavo Motta PPG/ECA-USP

Da tragédia social à farsa espetacular: em 2010, um centro cultural de um banco famoso, realizou, em São Paulo, vultosa exposição das obras do artista: HÉLIO OITICICA – museu é o mundo. Na vernissage, como parte do programa, figurava a apresentação de passistas da Mangueira, recontando a ocupação do MAM-RJ pelos passistas em 1965 sem negatividade (já que agora os sambistas foram convidados). A exposição oferece, assim, a realização perfeita do paradigma multicultural a que a obra de Oiticica vem sendo submetida desde os anos 1990 – um uso diverso, ou mesmo invertido, do conteúdo popular original da obra.

O trabalho procurará seguir os duros golpes sofridos pela noção de “participação do espectador”, tendo como objeto a exposição HÉLIO OITICICA – Museu é o Mundo, e especificando uma crítica à noção solipsista de Autor que, tacitamente, rege as recuperações pós-modernas de figuras e práticas artísticas oriundas dos anos 60.